¤ Poesia Formada

"O que é a vida? Fúria!
O que é a vida? Espuma oca!
Um poema, uma sombra quase!
E a sorte não pode dar senão pouco: pois é sonho e os sonhos, sonho...
"

Calderón de la barca, "A vida e o sonho"

¤ Perfil:

0Infante Dotado de uma atenção extremamente volúvel e de uma tendência para engrandecer casos ao ponto de parecerem uma grande mentira. Contraditoriamente romântico. Vive do passado, e de certa maneira se orgulha disso. Sua máscara é a felicidade, parece ser simplesmente impossivel vê-lo triste, e mesmo que estes sorrisos não sejam falsos, raramente traduz a sua felicidade interior, ainda assim peca pelo otimismo excessivo.

Nome: Bruno Gomes Fonseca

Data de Nascimento:
14 de Março de 1986

Signo: Peixes

Moro em: Belo Horizonte

E-mail: eng_haw@hotmail.com

Gosto de: Escrever, conversar e escutar música

Odeio: Me sentir vazio

Icq: 102146478

Banda Favorita: Engenheiros do Hawaii

Música Favorita: Todo mundo é uma ilha - Engenheiros do Hawaii

Estado Civil: Amando e namorando

Memórias Curtas:

-"O amor, é platônico... Só existe em ideal. Na real, quando você o encontra, o perde."

-"Um dia saberás amiga, a amizade é a melhor forma de amor"

-Existe um vazio interior maior do que a morte pode ser."

-"O amor não é uma memória, não se passa por lembranças."

-"Quebrar o espelho, ver o passado...Fechar os olhos, ver o passado...Viver no futuro..."

-"Pense em tudo, mas pense curto."

-"Tudo que passe do segundo, leva tempo demais para acontecer."

-"A morte nada é, se comparado ao vazio do esquecimento que o nada é."

-"A realidade é o julgamento de uma concepção."

-"Enquanto houver incerteza, a paciência é uma virtude".

-"Não se amar, esse é o maior mal."

-"Todos vivem a dualidade das ações."

-"Não atiro a primeira pedra, mato com a segunda."

-"Mudar, adaptar... É só um jeito de falar. Escolher um dia e torná-lo bom é uma questão, sua ou de quem escolhe."

Geral: Vivendo das adversidades e delas o transformando em um paradoxo ambulante. A visão em dois focos ao mesmo tempo faz com que remeta opiniões diferentes sobre o mesmo assunto em questão de segundos, sendo assim a sua fraca memória fica cada vez mais perturbada. Prefere amar o ideal do que a pessoa. Motivado pela intensidade. não gosta de viver pela metade. Sensibilidade à flor da pele, mesmo que tenha uma dura carapaça social chamada orgulho. Tem total liberdade de expressão com seus amigos. Torna-se chato e cansativo com o tempo. Sabe como fazer com que os outros se "enjoem" de sua pessoa rapidamente. Prefere a companhia da solidão quando está confuso, não vive sem a "presença" dos amigos. Não faz parte desse mundo, anseia pela morte, assim como a abelha pelo mel. Tem dúvidas quanto às religiões, mas não sobre Deus - "existe algo lá, só não sei sua forma". É perturbado por suas próprias ações. Sua consciência é seu único lapidador. Não gosta de "Não" ou de um "Sim" como resposta, tudo deve ter uma melhor explicação. A vida é verde, ele é vermelho. Crê não sangrar como os outros todos, a dor que presencia, sofre... "O homem é o lobo de outro homem" acredita não ser humano, ou, ao menos, não ser o lobo. Hipocondríaco sempre acha estar doente (essa mania já foi superada). Não gosta, mais, de ser a vitima. Raciocínio a mil, palavras a cem, memória a dez. Considera-se pior que os outros, e é um pouco arrogante quando "sabe" sobre um assunto. Evita interromper os outros enquanto falam, mas, quando não o faz, se esquece o que raciocinava.

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Quinta-feira, Abril 24, 2008

Descansa em paz.

Sem meias palavras, hoje pra mim morreu um irmão, e aqui jaz seu leito moribundo de quem não fez por merecer minha atenção e cuidado. Desrespeito é aquilo tudo que ele sabe ter por seus ents mais próximos, e não lhe importa qualquer regras existentes o sono e a preguiça são seus dizeres prediletos, prefere a atenção piedosa aos olhares de glória, se esconder a dar a cara a tapa, bater covardemente sem ter retalhação, chantagear e ainda assim sair com confiança de todos, ameaçar a morte sem só por "não ter medo" e por pouco se importar com o que acontece consigo, ou pior com o próximo.
Existem diversas classificações para pessoas como essas, e outras tantas poderão ser atribuídas no futuro, mas hoje "irmão" não é uma delas, e talvez não venha a ser nunca mais.
A falta de consideração chegou a tal ponto que não há como existir respeito, já que de sua parte só existe um orgulho que contradiz às alegações de quem afirma ter depressão.

O maior fato disso é que sempre que cometido um erro, por parte minha, houve conversa e pedidos de desculpas, e quando da parte dele silêncio, enquanto eu sempre estar presente, como amigo, em qualquer situação ele o tem, e de sua parte ausência.

Engraçado, sempre me orgulhei de dizer que quase nunca brigamos, que havia tanto tempo que mal me lembrava, que eramos amigos e que era umas das pessoas que eu mais amava, gostava e respeitava, mesmo com todos os defeitos que tinha. Mas claro que tinha de amar, toda a nossa vida foi construida junta, e em piscar de vida se desmorona e ruir. Eu perco o chão de saber que não posso contar com quem eu mais esperava.

Memória Curta:"Há uma lápide dentro de pessoas que morrem por e para sí."

Por 0Infante |3:02:35 AM|Memórias Curtas:

Sexta-feira, Março 14, 2008

Não é tão simples quanto parece ser, não é por ser data que não deixo de pensar. Era um aventureiro, tal qual queria eu ser, que brilhava genioso perante os demais pudera até parecer carente, mas não. Não era carência era um charme de querer se exibir um ciúmes de teu próprio sangue e compania eterna e inseparável. Tua ida precoce trouxe pensamentos e mudança com diversos falsos sorrisos... Como deixar-te ir? Não é possível que saia de nosso pensamento nem por segundo, era parte formada da familia e sempre solicito quando convocado. Deixa mais saudades hoje, pequeno aventureiro, quando sua falta se faz notar em todo lapso de lembrança.

Polinho, descansa em paz, sua ida nos deixa saudades e boas lembranças.
Polinho

Por 0Infante |3:40:38 AM|Memórias Curtas:

Quarta-feira, Outubro 10, 2007

Bastaria um pouco de atenção para cada um de nós saber a tempestade que acontece quando uma gota respinga de nosso interior para fora... Mesmo a atitude de não conseguir ou o silêncio, podem servir como resposta. O desanimo, a “des-atitude” e reprovação, a ignorância, a burrice forjada, a falsa irritação ou qualquer crise que vier sem palavras, que seja da boca pra fora.
Interesse, ou falta dele, são coisas que machucam. Não buscar saber, não interagir, é ser passivo e ausente.
Algumas coisas não podem ser mudadas porque não devem ser ditas e necessariamente parece necessitar ser melhorada... Antagônico? Basta que venha de uma atitude que não precise ser obrigada ou pedida, mas que venha de dentro um esforço por procurar.
Eu realmente não entendo o que acontece, mas decerto sei que todos têm seus limites.


Relatividade Artística
Bruno G. Fonseca

A perfeição é um mito,
destes que existem nas páginas,
é uma errata, e tenho dito!
Rasguem todos os contratos!
Nasce com tanto esforço,
mais além do que imaginas.
E a artistas, não mais que esboço.


Memória Curta: "Mudar, adaptar... É só um jeito de falar. Escolher um dia e torná-lo bom é uma questão, sua ou de quem escolhe."

Por 0Infante |6:52:17 PM|Memórias Curtas:

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

A luta é uma forma tão mais dificil de se conquistar, não fosse a verdade pentelhar afirmando que tudo que fazemos na vida enquanto conquistar é através dela... E as derrotas são pequenas mortes que se transformam em luto, e é isso que faz alguém não conseguir ultrapassar limites, acreditar que realmente não pode.
Vivo a luta de luto, e contraditóriamente não consigo me arrepender, é mais fácil baixar a cabeça e não se sentir capaz. Tudo pesar como tonelada, ver maçaricos sobre os olhos e espinhos sobre a pele. Quebrar, furar, queimar, sangrar... Tudo aquilo que eu consigo realizar não passam de efemeridades, coisas que todos conseguem me subjulgar, mesmo que sem razão. É um desespero por não ter vontade, e uma vontade de não saber o que.

Hoje, como qualquer outro dia é dia de sol e estrelas, como se não fosse possível saber que estão lá mesmo quando a maior delas as sobrejulga para aparecer e ser única durante metade de um dia. Enquanto descansa, as demais aparecem para festejar.

Eu queria ser eternamente uma lua em fase nova.

Por 0Infante |3:07:47 PM|Memórias Curtas:

Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Eu Sou Outro Você
Lulu Santos

Tempo é arte, foi o que eu aprendi
Não é dinheiro ou outra coisa que se conte
É uma outra dimensão

Toda vida vive da luz do sol
Que se faltasse tudo então pereceria
Foi o que eu aprendi de tanto ver se repetir
Que anestesia, e eu já nem sentia, ia me destruir
Mas não aconteceu, estou aqui...

Toda vida, eu quis tanto querer
Como se não bastasse o que já me cabia
Na esfera emocional

Na verdade eu sou o outro você
Tanto que enxergo em ti o que em mim não veria
Foi o que eu aprendi de tanto ver se repetir
Que anestesia, e eu já nem sentia, ia me destruir
Mas não aconteceu, estou aqui...


Me parece tão obvio a forma como eu consigo destruir minha vida. É um suicidio pessoal por cada desejo que engulo quando a criança se revela, ou talvez fosse só uma medida que eu criei para esconder minha imaturidade e meu medo de descobrir que já não mais sou infante.
Há tempos reflito sobre isso, mas nunca passo da reflexão, um pensamento e tão somente é, uma vaga possiblidade de acordar. Os sonhos não acontecem enquanto não existe predisposição para se enxergar nele, os acomodados logo terão seu lugar em outros futuros que não os próprios, não terão capacidade de entender que aprender e praticar é o primeiro passo para poder decidir ser quem é... Poder escolher ter uma vida, ou ser a vida parasita de alguém.
Engraçado como é triste... Um morto de fome qurer por um ketchup em um cachorro-quente que lhe deram, e com extremo desajeito e fome derrubar a tampa no próprio sanduíche e não se importar com isso... Ver os demais rindo, e nenhum pouco constrangido se engolir da vergonha. Quando a importância estar em cobrir tua imediatez teus desejos, planos e principalmente sua estabilidade não construída vão ficando para trás, esmagadas por qualquer formiga.
Ora! Como podemos nos tornar tão pequenos a ponto disso? Qualquer vento nos leva para qualquer lugar, e qualquer lugar nos pode ser tirado com um sopro, talvez um espirro que te adoeça. Pior que tudo isso é realmente conseguir enxergar o que está acontecendo e não fazer nada, ficar inerte...

Quero mudar, me tira daqui! Não quero me afogar em sonhos que não são meus, e em um futuro que eu não pude ao menos contribuir... Não... Não... Não...

Será que eu ainda consigo me escutar?

Tudo o vejo é a tela de um computador e a sensação do tempo se esvaindo...

Por 0Infante |7:41:52 PM|Memórias Curtas:

Quarta-feira, Junho 27, 2007

Ainda estão pra me dizer, é melhor ser incompleto infinito, ou completo finito. Aos poucos descobrimos nossos seres, e de cada alma, a imensidão que se esconde por trás, sorte de todos que são diferentes e tão iguais. Pena, no entanto, indiferenças se chocarem, e diferenças se convergirem com indecisão.
Com variáveis em contraste, pura especulação... Mas, decerto, algo grandioso está para acontecer... Grandioso, grandioso... É conveniente acreditar que "grandioso" representa algo bom, e na verdade só intercalar a intensidade, realmente...
Um “três pontos” entre o silêncio e a interrogação?

Memória Curta:"Lágrima não é opção, lágrimas são."

Letra Sopa de letrinhas
Marcelo Pitz/Humberto Gessinger

Nosso amor é nazifascista,
você se esconde, eu sigo a tua pista.
Eu fico sozinho, mas não fico em paz,
eu volto pra casa, você volta atrás...
Nosso amor é medieval,
é como uma pedra em vidro de catedral.
Ontem à noite, eu tive um sonho exótico,
nós dois, por aí, transando sexo gótico.

Eu fico sozinho, teu beijo me arranha...
Um estranho no ninho, ninguém estranha...

Nosso amor é uma abobrinha,
eu escrevo teu nome numa sopa de letrinhas.
Eu fico sonhando em ser astronauta,
eu olho pra lua e sinto a tua falta.

Nosso amor é pós-moderno:
"Eu quero que você se aqueça nesse inverno".
Tenho andado aéreo,
como tropas minhas no ataque,
fim de noite, fim de mundo,
lá no fundo do conhaque...

Eu fico sozinho, teu beijo me arranha
Um estranho no ninho, ninguém estranha

Nosso amor é nazifascista,
eu tento fugir, você me conquista.
Eu fico sozinho, mas não fico em paz,
eu volto pra casa, você volta atrás

Por 0Infante |12:43:11 PM|Memórias Curtas:

Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

Nossa! Quanta coisa nova, quanta vida nova! Quantas chaves e menos cadeados, coisas estranhas para acontecer e comuns que não acontecem mais. Coisas novas para se ver e as frequentes não passaram por mim.
Não que eu seja o mais feliz do mundo, mas hoje um infeliz - ENFIM! - teria inveja de mim! =p

Nossa! Coisas que eu não disse e queria dizer, tão comuns agora! Tanta coisa boa a falar, tanta confusão a tentar calar, nem assim me calo. Se tivesse um modo simples de falar que estou feliz, eu evitaria! O que falar em três palavras o que eu posso falar em cem ou duzentas, até o animo voltou o cansaço se foi. Ahá!!! Acordando cada vez mais disposto e bem humorado. Vontade que tudo tivesse acotnecendo como há três ou quatro anos! Pelo menos eu não teria perdido nada ainda, mas pensando bem... hmm... Eu também(tmm) não estaria conquistando nada.
Quem sabe um pouco-a-pouco? Se for uma palavra seria muito rápido, e assim aconteceu em principio, hoje eu já falaria do zero "pouco a pouco" assim, três palavras.
Quanto mais descritivo, e as vezes mais confuso, mais gostoso é pra se descobrir! Mais interessante é para se conquistar!
Eu não tenho certeza de nada, e ainda me questiono como consigo dar tanta certeza sobre o que eu tenho em mim. Temo em mim que seja medo, tenho por mim certa coragem. Como não gostar de trocadilhos agora? A vida é uma grande piada, uma certa ironia e duas ambiguidades - se não mais. IRL(In-Real Life)? -Na real!? Sou mais ter sido quem sou do que eu poderia ser, quero ser quem poderia sem ainda deixar de ter o que sou. Sou completo por isso, sou profudo por tanto pra que deixar que o raso me assuste?

Não deixo no raso meus sentimentos, não tenho certeza de nada só quero mergulhar e conhecer e mais e mais e mais! Mais que muito do que eu já conheço, e tenho certeza que um pedaço de um todo nos dá certeza do resto e o resto é resto! É inesplorável, e a vida é resto é o que sobrou de mim, já que comigo - ou contigo - sou tudo que preciso.

Por 0Infante |3:15:06 PM|Memórias Curtas:

Sábado, Dezembro 16, 2006

Como se não fosse possível, um dia perfeito nasceu. Re-Descobridor das cores e das magias, é como me sinto hoje, uma verdadeira criança que ainda não conhece as piores verdades.
Todas as palavras que descrevem como se é bom amar não conseguiriam por exatidão na felicidade que eu não contenho. Quem diria? Um sorriso lindo e encantador, o principio de tudo! Quem acreditaria? Brincadeiras e realidades, que não nos permitem ver imagens que não um a do outro.
Sinto tua lembrança latente em qualquer cheiro, luz ou toque. Sempre faz parte de qualquer momento feliz mesmo que incoporeamente... Todos os caminhos me levam a ti, mais que dez mil destinos ou mil acasos. Talvez pareça um bobo feliz, e pouco me importa, eu estou bobo e feliz por te amar. Nada poderia ser completo, no entanto, se não fosse recíproco de que valeria? "E no meio de tanta gente eu encontrei você. Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio. E eu que pensava que não ia me apaixonar, nunca mais na vida." E me apaixonei, e amei... E com você dá certo.


Não Vá Embora
Marisa Monte

E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida

Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo

Refrão:
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais

Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero

Refrão:
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais

Por 0Infante |11:30:47 PM|Memórias Curtas:

Segunda-feira, Julho 24, 2006

Meu Espelho Militar
(Soneto I)

Bruno G. Fonseca

De que me vale este soldado manso,
que perde a sanha ao vislumbrar patente.
Na aflita imagem de teu rosto ranço,
o breve instante em que se fez valente.

Comtempla pálido semblante e canso,
desta apatia que o fez doente.
Despoja a farda militar o ganso,
inda que tua covardia ostente.

Descansa em paz, ôh, meu infante raso,
nas turvas águas do futuro pardo,
do enredo rústico no qual te traço.

Na tentativa de fugir teu fardo,
faz em teu medo; moradia e aço.
Engula as lágrimas no teu descaso.


Relatos da efemeridade
(Soneto II)

Bruno G. Fonseca

Ainda que pudesse provar da verdade,
ou trouxesse do Saara a lótus mais bela.
O vazio igualaria à enfermidade,
da injustiça que fez merecer esta cela.

Vem de retalhos da qual a serenidade,
faz sangrias que não curam esta mazela.
Qualquer amor traz a descontinuidade,
vidas passadas em alguma outra viela.

Nada tem conseguido me fazer feliz,
contudo, o sorriso daquela menina,
traz-me consigo na memória, ser criança.

Triste vida! A lembrança de minha sina,
viveria no sentido da confiança.
Se não fosse somente, dor e cicatriz.



Os dois sonetos que eu queria ter mandado para o concurso, mas acabei por não enviar. São minha vida, e talvez um pouco das mentiras que inventei pra mim.


Por 0Infante |6:22:32 PM|Memórias Curtas:

Sexta-feira, Maio 05, 2006

Pretendia falar sobre outro assunto hoje, mas não é hora disso. Hoje venho agradecer a uma pessoa que sempre me apoiou desde menino, e que sempre esteve perto quando eu caia. Me chamava de "anjinho barroco" ou "barrocão", já que meu irmão era caçula e herdou o "barroquinho". Acho que ele descreveu bastante a nossa personalidade com esses apelidos, confusos porém sempre fazendo que é certo... Ainda que saima de maneiras erradas, mas acho que o que deveria contar é a vontade de acertar. Meu avô, Arnot, sempre foi e será um pessoa memorável, briguento e carinhoso adorava todos os netos e vivia rindo quando eles estavam presentes. Me arrependo, de em sua último dia eu não fui visita-lo em vida, no dia seguinte não mais o pude. Mas meu coração ainda vai estar contigo e sei que também estará conosco. Tenho sentido tanta falta de pessoas que se foram, e acredito que ele não morreu ainda, ao menos não enquanto eu lembrar dele e todos a sua volta. Tantas pessoas morrem em vida, e ele vai atravessar a morte, vivo em cada pensamento. Não é possível reverter o pessado, mas é nos permitido perdoar e aceitar que as pessoas não são exatamente como queremos, o que conta são as ações que fazemos, elas que formam nosso caráter. Meu vô sempre foi justo e assim será lembrado, pretendo ser justo e quem sabe um dia ser lembrado, nem sempre quando se faz o certo, as pessoas querem enxergar como certo. Meu coração que já estava em pedaços não encontra muito mais forças pra juntar... Não encontra caminhos para existir, é cada vez um maior vazio de existir e uma ansia de chorar que não conseguem sair em lágrimas. Por que não consigo chorar? Se choro tanto por quem não deveria merecer(segundo o que os "outros" falam), por que não horo por quem com certeza mereceminha lágrima? A tristeza é ainda maior à lágrima, mas ela não cai pra demonstrar o sofrimento.

Como eu queria ser outra pessoa... Como eu queria ser falso e sem sentimentos... E como eu queria ter mentido pra quem eu mais amei para tê-la comigo...

Por 0Infante |9:54:07 AM|Memórias Curtas:

Domingo, Abril 02, 2006

Pequenos Milagres

Fazer da vida um milagre por dia... Foi esse o principio que adotei pra conseguir leva-la em diante, ainda lembro do sorriso que me alegra, mas já não faz parte da realidade, e tampouco posso afirmar que seja um sonho bom. Hoje passo por mais uma prova, a de não tentar provar a verdade, novamente assumir erros que não cometi. Ainda há de existir maior prova de amor... Deixar com que a vida faça ilusão e fantasia sua realidade, parte disso a torna feliz. Não vou estragar isso, não tenho o direito de trazer dor a sua alma, mas com isso deixo que esse sentido venha até mim. Gostaria de entender o porquê da minha alma a acolher com tanta felicidade, mesmo com tantos defeitos, ainda com tantas outras qualidades. Hoje eu posso afirmar, estou infeliz e me afogo nessa tristeza, contudo ainda vivo, é essa a minha pena.
Tanto sentimento e tão pouco respeito, isso é o que descreve parte da história... É o que justifica toda briga. Quando eu puder descobrir o que é o amor, eu possa lhe contar, certamente não consegui, é estupidez amar e sofrer de verdade por quem não justifica essa preocupação, é infeliz aquele que perde para armações e se enxerga em uma "novela real".
Estou à procura de um novo coração, procuro um novo propósito... Busco amar a quem me ame, e não a quem me sorri... O sorriso falso se faz iludir, e amor é saber ao outro sentir. Sinto que estou só, apesar de tanta companhia e preocupação, sinto que não me gosto, apesar de tanta luta pra seguir em frente, não tenho mais planos.
Definitivamente a cada dia eu sou menos eu, sinto como se uma grande maldade quisesse tomar conta de mim, e eu não quero deixar de ser quem sou, as lágrimas que caem agora me mostram isso. Acho que o meu "EU" está morrendo, se realmente um dia amou pediria para que não deixasse. Mas acho que quando estava pra morrer era de seu desejo que tivesse realmente acontecido. Não é, e talvez não tenha sido nenhuma vez quem eu pensei que fosse... Sempre repito isso, mas mesmo assim esse sentimento não vai embora, quem deveria ir de uma vez era eu. Enfim seria um dia que essa agonia iria embora. As coisas não são feitas para darem certo, e tampouco serem justas... São tão naturais que o mal vence o bem sempre, e o errado é o certo. Parabéns a quem consegue viver desse mundo e ser o mal e o errado, eu nunca vou conseguir.

Por 0Infante |2:50:42 PM|Memórias Curtas:

Sexta-feira, Janeiro 13, 2006

Sentimento Comum
Bruno G. Fonseca/Lucas C. Lisboa

Um dia saberás, minha cara amiga,
a amizade é só uma forma de amor,
e poderás, ai, sentir falta disso,
e um dia viver por mim igual dor.
Espero, não tarde, percebas isto.
E a mim de todo perdida não venha,
não lhe darei sequer mais uma lágrima.



Memória Curta:"Existe um vazio interior maior do que a morte pode ser."

Por 0Infante |9:15:46 AM|Memórias Curtas:

Terça-feira, Abril 12, 2005

Engraçado...
Como queria ter tido lembranças de algo que foi uma dor, nunca me deparei com um sentido que me fizesse chorar.
Como são as coisas, segue a vida em seus becos e uma lágrima por desperdício, choro por não saber o que fazer, por não entender o que me ensinam.
Irônico como sorrir para aparecer e ver defeitos nos perfeitos. Um dia vou olhar para trás e descobrir que meus amigos se foram, um por um... Se olhar para mim saberei que os abandonei, e não o contrário... Isso me dói, uma dor infindável de saber que nunca serei mais do que esse ser desligado de si, e imperfeito nas memórias.
Humano! Quem diria? Sempre sonho com meus amigos como se os acabara de conhecer, quando abro meus olhos eu desejo que o tempo fosse uma inconstante esfera.
De que me vale este soldado manso? Não sinto o algoz ensejo de decidir algo.
Efêmera felicidade, ver que um dia eu fiz parte de algo que não volta...
Engraçado...

Memória Curta:"Quebrar o espelho, ver o passado...Fechar os olhos, ver o passado...Viver no futuro..."

Por 0Infante |1:53:04 AM|Memórias Curtas:

Terça-feira, Outubro 19, 2004

A aprendizagem amarga
Thiago de Mello

Chega um dia em que o dia se termina
antes que a noite caia inteiramente.
Chega um dia em que a mão, já no caminho,
de repente se esquece do gesto.
Chega um dia em que a lenha não chega
para acender o fogo da lareira.
Chega um dia em que o amor, que era infinito,
de repente se acaba, de repente.

Força é saber amar, perto e distante,
com o encanto de rosa livre na haste,
para que o amor ferido não acabe
na eternidade amarga de um instante


Poema perto do fim
Thiago de Mello

A morte é indolor.
O que dói nela é o nada
que a vida fez do amor.
Sopro a flauta encantada
e não sai nenhum som.
Levo uma pena leve
de não ter sido bom.
E no coração neve.

Por 0Infante |4:32:39 PM|Memórias Curtas:

Terça-feira, Setembro 14, 2004

A lógica do amor
"A medida se amar..."(será?)"...é amar sem medida
Santo Agostinho


Há alguns dias tive uma conversa com uma amiga em um chat que acabou por caminhar até uma divagação sobre o amor.

Não acredito no amor da mesma forma na qual todos o enxergam. Vejo um sentimento racional por detrás dele, e cada vez mais fujo de tentar alcança-lo perto de braços indecisos.
Um sentimento puramente carnal, sim, falo da paixão. Esse é o principio que move a carne ao desejo de possuir um "algo" para si. Não será confuso suficiente então, a tal ponto de nos deixar acreditar em algo fantasioso por estarmos cegos?
Possivelmente não exista um sentimento puro de carinho e paz no qual possamos nos abrigar e padecer em uma vida latente e eterna de felicidade. Mas, talvez, exista um relacionamento amoroso de humanos para com seus irmãos. Esse é o principio do amor, manter unido pelo laço eterno da bondade existente no coração enquanto criança, e manter criança a alma.
Cheguei a pensar que amava uma certa pessoa - quem sabe não seria essa a pessoa certa(?) - mas cheguei ao eterno conceito que surge em todas as mentes, "Para amar alguém teria antes de me amar...", e conclui "...e para condicionar o amor, sim, teria de ser amado".
O amor, em seu estado maior, existira somente quando os cônjuges tivessem total confiança um no outro, tornariam o medo um só, e com infinita coragem conseguiria vence-lo, por fim sua felicidade seria uma só e a liberdade, duas.
Passaria a ser exigido um gostar mais profundo, o de querer fazer feliz, conceber uma pessoa que pense igual, ou quem se possa espelhar.

Memória Curta:"Não se amar, esse é o maior mal."

Por 0Infante |12:33:01 AM|Memórias Curtas:

Terça-feira, Agosto 31, 2004

A rima perfeita
Bruno G. Fonseca

O que rimará com lágrima?
O frio da tristeza,
os espasmos da agônia,
os espinhos de uma rosa;
dor?
-Lástima.


Uma vez me disseram não haver uma rima para lágrima. O frio que persegue, a agônia que nos zanga, as feridas que uma rosa nos causa, qualquer sentimento ou ação que nós provoque dor! Tudo isso rima com lágrima... É uma pena lamentarmos por isso, e é algo que nunca será como antes, deixará sempre uma chaga, uma lástima que nos fere e nos marca.
Como se nunca tivesse uma razão seria melancólico por tendencia natural, mas um bobo alegre e sorridente por prazer em ver outros sorrirem... Não existe algo que me dê mais prazer; ver o sorriso verdadeiro em outros lábios. Sinto como sempre exitissem diversos "eus" para nenhum Bruno.

Memória Curta::"Enquanto houver incerteza, a paciência é uma virtude"

Por 0Infante |3:08:34 PM|Memórias Curtas:

Segunda-feira, Agosto 23, 2004

Existem diversos modelos aceitáveis de pensamento. A esfera de observação não transcreve a realidade do observador; a realidade está contida entre o molde do pensamento, que define o julgamento, ao fato observado.

Não peço para que pensem iguais a mim.
Peço que me respeitem, entendam (ao menos tentem) e assumam que, simplemente, vivo minhas realidades.

Memória Curta:"A realidade é o julgamento de uma concepção."

Por 0Infante |4:36:35 PM|Memórias Curtas:

Terça-feira, Agosto 10, 2004

Será que existe algo que não muda nunca?

Tudo, qualquer material por mais inorgânico ou inerte que seja, tem necessidade por mudança.
Não creio existir tempo, os elétrons se movimentam instantaneamente, não precisam de uma unidade de tempo pra eles, ela não existe. Sabemos que o elétron se movimentou, por isso, vulgarmente, falamos que o tempo passou.
Talvez não exista uma unidade de tempo igual pensamos existir, o tempo é mudança, e sempre que mudamos, ele anda conosco.
O tempo pára, acho que quem não pára somos nós. Não pedimos descanso, queremos seguir em frente com nossas viseiras e deixar o passado pra trás.
Eu consigo viver o passado, mas por mais que eu o viva, e por mais que eu queira nele estar, sei que quero seguir em frente. Quero andar junto com os outros; por isso me esforço por cada passo, e sempre olho pra trás para ver as marcas que deixei na forma de pegadas. Algumas se apagam com o vento ou por motivos quaisquer, outras estão tão distantes que não consigo enxerga-las, mas ainda tenho a lembrança, e a sensação de que estão lá.
Não, o tempo pára. Mas de que adianta para-lo, se o pulso da vida quer continuar?
E até que se diga o contrario, somos eternos.
Até que se esqueçam de nós, estamos vivos.
Se deixarmos de nós amar, o tempo parou. Não existe razão para quem nunca amou, não existe tempo para quem não quer amar. Acho que o tempo resume-se nessa palavra, amor.
Essa é a motivação para seguirmos sempre em frente, amar uns aos outros, amar todos os seres, amar a terra e a Terra. Puro e simplesmente isso.
Até que se diga o contrário somos eternos. Até o tempo parar somos eternos.
Quando morremos ainda existimos, mas quando somos esquecidos por nós mesmos, quando deixarmos de nos amar... Acho que existirá algo pior que a morte, seremos o vazio. Não morreremos, deixaremos de existir.

Memória Curta:
"A morte nada é, se comparado ao vazio do esquecimento que o nada é."

Por 0Infante |2:42:27 PM|Memórias Curtas:

Quarta-feira, Julho 28, 2004

Tudo passa...Acho que isso é o maior pecado das coisas, acabar. Queria ter disposição de ser sempre o mesmo, já pensei em defender sempre os mesmo pontos, com os mesmos argumentos...O que acha? 'Errar tudo exatamente igual, ir embora antes do final.' Sempre saber o que vai acontecer, ser mais racional. Não consigo ser assim, uma peça. Sei que vai passar, e quanto passar não serei mais eu mesmo. Está "peça", que vós fala, já não terá a mesma utilidade. Escondo-me por detrás de uma parede de vidro, nunca poderá me abraçar, mas sempre saberá onde estou... Apesar de estar feliz, não consigo esconder meu lado melancólico. Não posso ser do jeito que as pessoas querem, posso oferecer o que sou. Sinto culpa por momentos, por não me aceitarem, por querem me consertar...Por ser estranho. Não me sinto um estranho, eu realmente o sou. Desculpo a mim todo dia por isso. Culpo-me pelos mesmos erros.


Memória Curta:
"Não atiro a primeira pedra, mato com a segunda."

Por 0Infante |12:31:24 AM|Memórias Curtas:

Quinta-feira, Julho 22, 2004


Por que razão meu pensamento antagônico não me cobre das diversas dúvidas que tive, e agora mostra em meus sonhos, os meus conflitos.
Acordo sem saber o que sonhei, e se dúvidas ainda tenho para serem sanadas, não conhecia o monstro contra o qual lutava, e me perdi em mais uma ilusão do meu raciocínio, que suplementou o desejo de acordar enfim.
Adormeço em meio às brumas, que carrega consigo o frio, e, em minha onírica paisagem, vejo pétalas de rosas no campo onde a luz relutara a aparecer. Enfim, o desejo suprimido será novamente meu motivo para sofrimento. Apesar de não ter mais dúvidas, minha mente está um caos.

Por 0Infante |2:14:32 AM|Memórias Curtas:

Sexta-feira, Julho 02, 2004

*Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros*
(George Orwell, Revolução dos bichos)

(leiam a música abaixo antes de ler o texto)
Há quem diga que postar músicas em blog é uma inutilidade, pode até ser que seja, mas não vejam isso como uma música, já que até eu mesmo desconheço sua cifra. O que mais me chamou a atenção foi à ideologia inicial do texto. Por que existem momentos em que acreditamos que nada faz sentido, o que fizeram das nossas vidas... Uma lágrima às vezes se força a cair, por que viramos suicidas? Será que existe alguém que saiba explicar o medo, ou que nunca tenha passado por uma profunda crise existencial. Em alguns momentos acredito que o que forma uma pessoa, seria uma resultante de fatores externos - referentes à observação -, e/ou um complexo sistema interno - referentes à assimilação, esse seria o processo de formação do caráter. É estranho de se pensar que qualquer ser humano poderia ser uma pessoa completamente diferente, se criado desde novo, em um meio mais ou menos hostil. Então, qual seria a culpa de pensarmos ou não diferente dos outros, digo, o que nos torna diferentes é simplesmente a condição onde somos criados? Se a resposta for sim, e vocês até então concordarem comigo sigam esse raciocínio. Qual seria a ideologia do ser humano, já que você não deve seu pensamento a você, e sim ao ambiente que te fez assim. Não teríamos mérito nenhum pelo que fizemos ou deixamos de fazer, pois um outro que tivesse as mesmas condições, e pressões que você teve, provavelmente teria tido um resultado similar ao que você obteve. Então eu volto a questão, qual é a culpa de nossas ações, seria realmente nossa ou da natureza, prefiro dizer sociedade, que nos fez assim, seria essa a razão da convergência do pensamento. Em sumo, os seres humanos tendem a ser iguais até que a vivência os torne diferentes.
Comentário:
Acho que é exatamente este ponto o que diferencia as pessoas. Pessoas diferentes reagem de maneira diferente quando submetidas às mesmas condições. Os exemplos são fáceis: Dois irmãos criados pelas mesmas pessoas e sob as mesmas condições podem dar origem a homens completamente diferentes, um pode ser bom, honesto e trabalhador, enquanto o outro pode ser um delinqüente. Então o meio em que se vive serve de "teste" para podermos avaliar o nosso verdadeiro caráter. "NADA ACONTECE POR ACASO".
Resposta:
Bom, eu pensei nesse exemplo, mas de uma maneira, ainda mais complexa que isso. Nesse caso, independente de tudo, as pressões que cada individuo recebe é diferente, mesmo que por pequenas variações, a formação do caráter vai devido aos amigos ou outros fatores que somente um deles recebem. Tente ver por esse ponto, o ser humano é uma máquina biológica perfeita dotada de um computador natural, o que faz com que comecemos "formatados". Ambos receberão informações inicias, que serão os nossos "softwares", é o ensinamento de nossos pais (ou educadores). Até esse momento você tem um pensamento igual ao do seu irmão, agora, como o passar do tempo, você cria amizades diferentes da dele, por mero acaso. Você adquire, portanto um novo "software" e passa a processar informações iguais de uma maneira diferente, então a pressão externa fez com mudasse seu conceito anterior de pensar. E mesmo que chegue ao mesmo resultado, o modo de pensar foi diferente, como certeza, mas dotado de uma certa similaridade, você não joga todos os seus programas anteriores para a "lixeira". Isso pode se desvencilhar de duas formas, uma delas é pensar que, mesmo que irmão (no exemplo citado) tenha um caráter diferente, possui uma dinâmica de pensamento parecida com a anterior, nesse caso ele pode chegar a um resultado final diferente, ou, ele tem o conceito maquiavélico de como chegar ao resultado esperado, ai a dinâmica do pensamento é diferente, mas a idéia de alcançar o mesmo resultado, caso isso não seja tão simples para carga de conhecimento anterior dele, ele usaria mais do que o "software padrão" buscaria em seu cérebro informações de programas que o ajudassem a resolver a nova questão. O pensamento, em seu primórdio, foi o mesmo, porém quando viu que não poderia alcançar o resultado esperado ele usou outras vias, esse é um exemplo de pressão que o meio pode oferecer ao indivíduo, e que pode alterar a sua dinâmica de raciocínio, se o irmão tivesse a suas disposição o mesmo "programa", chegaria de forma similar, ao mesmo resultado.
Comentário:
Hmmm. Eu acho Individuo = Meio físico + meio cultural + natureza biológica (incluindo genética) + [suposto] livre arbítrio. Vamos supor a ausência desse livre arbítrio, que não temos a principio porque sustentar. Então, gêmeos terão uma natureza biológica igual, minto, semelhante; já que ha fatores do meio físico (como a posição no útero da mãe e a quantidade de nutrientes recebida) que logo no começo já vem diferenciando o gêmeo de seu igual. O meio físico será diferente; ora, eles não poderão estar no mesmo lugar ao mesmo tempo sempre. E o meio cultural, idem; terão contatos sociais diferentes. Todas essas diferenças criarão duas pessoas com personalidades discrepantes. A coisa do gêmeo não nos leva a crer em algum tipo de fator mágico e individual (um poder de Escolher quem vou ser), que não seja determinado por outros fatores. Ok, estou sendo um pouco reducionista e cientificista, mas sobre uma ótima racional sou obrigado a reconhecer que não há prova que sustente a Liberdade verdadeira individual.
Resposta:
Creio acreditar, em grande parte, do que você disse, até por estar bem condizente com a postura do texto, então somente vou adicionar o que eu pensei mantendo ainda o exemplo do computador. Para mim, "natureza biológica" seria algo relacionado ao modelo do computador, são os acessórios que ele possui para poder funcionar. Seria o "hardware" -se eu não me engano é toda a parte física do computador. HD, processador, memória RAM, etc...-, e que variaria de indivíduo para indivíduo. Mas isso não chegaria ainda a alterar a capacidade do pensamento, visto que todos os computadores se utilizam o mesmo meio para executar o programa. Ele procura em seu conteúdo os programas que o fazem funcionar. A única coisa que seria visivelmente alterada é a velocidade do pensamento, porém o seu modo de pensar seria o mesmo. Não considero, portanto, a natureza biológica como um fator um fator decisório para a mudança de personalidade, ou de pensamento, pelo menos não em casos gerais.

Engenheiros do Hawaii
Nossas Vidas
(Humberto Gessinger)

A gente faz de tudo
Mas nada faz sentido
Nem as luzes da cidade
Nem o escuro de um abrigo

A gente faz de tudo
Mas nada faz sentido
Nem a existência de uma guerra
Nem a violência do inimigo

Não posso entender o que fizeram com nossas vidas
Não posso entender por que viramos suicidas
Oh! Oh! "O que fizeram com nossas vidas?"
Oh! Oh! "Por que viramos suicidas?"

Eu tô vazio, tô cheio de vícios
E o fim da linha, é só o início
De uma nova linha, de um novo mundo
De um dia-a-dia cada vez mais absurdo

Eu já pensei em mandar tudo pro espaço
Eu já pensei em mandar tudo pro inferno
Mas não pensei que fosse tão difícil
Ficar sozinho numa noite de inverno

Não posso entender o que fizeram com nossas vidas
Não posso entender por que viramos suicidas
Oh! Oh! "O que fizeram com nossas vidas?"
Oh! Oh! "Por que viramos suicidas?"

A gente faz de tudo
Mas nada faz sentido

Por 0Infante |6:43:58 PM|Memórias Curtas:

Segunda-feira, Junho 14, 2004

Como eu queria poder me perdoar, acho que tal dádiva a mim não foi ofertada, e ainda engulo os pensamentos de noites mal dormidas. Trago em meu rosto traços de uma angústia, e do despreso a dor de sentir-se esquecido. Não vejo mais as estrelas no céu, troco o seu brilho pela tela de um computador. O que mais temia aconteceu, me tornei um humano e agora deixei de ser máquina. Algumas lágrimas ainda caem...algumas lástimas ainda ficam...alguns ainda sofrem. Outros ainda amam. Afinal não se pode ser perfeito e mecanizar o sentimento, algumas lágrimas me enferrujam, algumas lástimas corroem, eu ainda sofro...os outros um dia amaram? A penumbra do esquecimento, as duas faces... entender... aceitar... Nos dois atos... olhar... conversar... Afinal quem não tem as suas mascaras.
Memória Curta:
"Todos vivem a dualidade das ações."

Por 0Infante |1:49:18 AM|Memórias Curtas:

Quinta-feira, Maio 20, 2004

O vazio do infinito é algo que é nunca vai ser preenchido, talvez por influência do nada, ou outra coisa, tenha tomado a angústia como reflexão, e o tempo em solidão. Certas vezes penso como poderia ter sido as coisas se tivesse feito outra opção, ou, se outros não fizessem a opção que mais me amedrontasse, sofro reflexos de tristezas que esfriaram com o passar do verão. O frio vem tomar conta, contudo, na memoria estava em lareira. Tenho medo de esquecer algo por "me" esquecer.



Legião Urbana
Teatro dos Vampiros
(Renato Russo)

Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica poeira se escondendo pelos cantos
Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a £ltima chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas
Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.

Por 0Infante |3:06:55 PM|Memórias Curtas:

Sábado, Maio 08, 2004

Pelas razões desconhecidas dos sentimentos que podem ser descritos, dispersa o olhar perdido em um canto sujo. Observe o destroço despojado por algum amor, que, varrido para um canto qualquer da memória, padece latente, até que o vulto da solidão desperte o chamado da tristeza. A abatida harmonia da ilusão, já não mais passam de muros pichados das constuções oníricas de meus olhos entreabertos, desmorona a realidade dos desvaneios de uma última infatilidade da criança desiludida.

Talvez eu devesse me entender antes de chorar pelos cantos, escondendo o meu rosto molhado dos olhos devoradores da vergonha.

Por 0Infante |1:12:23 AM|Memórias Curtas:

Segunda-feira, Março 29, 2004

Morte Temporal

Eu acho que não vou saber viver nem quando morrer...e provavelmente morrerei de tédio. Não posso parar para pensar em bobagens, quando nisto se pensa se descobre que o tempo passa muito rápido, e esses dias serão horas, e esses meses serão dias, e esses anos, serão meses... Eu só queria ter o meu segundo, deixar para trás o que irá passar, e viver no exato momento de uma ação o que existirá para ser vivido


Por 0Infante |5:43:21 PM|Memórias Curtas:

Quarta-feira, Março 24, 2004

Nenhum De Nós
Jornais
(Teddy Corrêa)

Quantos filhos esperaram a chegada de seus pais
Tantos deles não vieram Não chegaram nunca
A calçada não é casa, não é lar Não é nada
Nada mais do que um caminho que se passa
Tão estranho pra quem fica... pra quem fica
As palavras no asfalto, nessa vida são tão duras
O carinho não consola mas apenas alivia
A calçada não é cama Não é berço Não é nada
Nada mais nos faz humanos sem afeto
E o medo é um abraço tão distante de quem fica

Onde vai? Nós estamos de passagem
Onde vai? Onde a rua nos abriga
Onde vai? Estamos sempre de partida
Onde vai? Onde a rua nos abriga desse frio

As pessoas que se enrolam nos jornais não são mais notícia
Elas não esperam de um papel de duas cores mais que um pouco de calor
A calçada não é pai Não é mãe Não é nada
Nada mais do que um abrigo, um refúgio
Tão estranho pra quem passa... Pra quem passa

Onde vai? Nós estamos de passagem
Onde vai? Onde a rua nos abriga
Onde vai? Estamos sempre de partida
Onde vai? Onde a rua nos abriga desse frio



Acho que esta música é representação real do descaso humano aos moradores da rua em um compasso de desunião tão fiel, que faz desconsideração ao pobre mortal que fica a nela descansar.
Será que são menos humano que nós, para poder ser tratado de forma tão cruel? Será mesmo que não temos nenhuma responsabilidade sobre eles ou sobre a situação que vem passando. Faça um exercicio-teste consigo, converse com um deles e deixe-o falar, alguns prescisam apenas de atenção, trate-o com respeito e educação, não se esqueça que está de frente para o pai dele, a rua.

Por 0Infante |10:01:16 AM|Memórias Curtas:

Quarta-feira, Março 10, 2004

Poeticamente falando


Sobre o controle do sono venho aqui hoje bater na porta do descaso mais uma insolente notícia. Não foste o autodesrespeito a me fazer assim, creio estar voltando através das lembranças desta singular vida a entrar no meu estágio de coma moral, talvez, mais uma das máscaras diversas que utilizo, ou simplesmente a face encardida do desuso. Descoberto a chaga aberta, me despi dos últimos conceitos de pensamentos, e batalho agora nas fronteiras entre a razão e a emoção.



Por 0Infante |12:21:53 AM|Memórias Curtas:

Sexta-feira, Março 05, 2004

Não sei o que pensar. Em pouco mais de um segundo o meu consciente parece ter sido totalmente absorvido pela vida latente do poeta que vivia escondido, talvez o termo certo nem seja "poeta", acho que devo substitui-lo por "criatura", ou algo do gênero. Os mais insanos pensamentos começam a rondar este ser imperfeito que cada dia demonstra ser mais infeliz, talvez por isso se julgar algo que não seja. Achei que havia conseguido provar muitos momentos de angústia, e quando me vejo só, não sei por qual motivo, essas idéias me vem à tona, e começam a corroer meu pensamento, porém a besta insiste em me fazer reviver todos os dias meu inferno. Não que seja para tanta ladainha, mas meu "Inferno Astral" está chegando, talvez não seja nem a importância da data, mas sim a minha incrível capacidade de mudança de humor. A alegria é uma constante em minha face, mas será a alegria um sinônimo de felicidade? Para mim a felicidade começa a se tornar algo muito difícil de ser alcançado, não por não conseguir, mas talvez por não ter a ânsia alcança-la. Estranho? Na verdade não seria o "não querer alcançar" mas sim a necessidade de procurar o caminho mais tortuoso para chegar até ela, caminho que há alguns meses atrás poderia ser trilhado às cegas sem medo de me perder.
Na tristeza incontida eu me encontro, por vezes creio que este seja o meu real momento, a razão disso eu ainda não conheço, mas é um fato que por vezes eu goste de estar triste...Sim, goste... Pode até soar estranho, "como alguém pode gostar de ser triste, ou de estar triste" devem se perguntar. Acho que minha essência é a única capaz de responder isso, as coisas que eu aprendi em sua maioria ligada ao "mal do século" e ao estilizo literário dito romantismo. Não desconsidero que possa estar querendo aparecer, lá no fundo de meu ser pode demonstrar que isto seja a mais pura verdade, a carência que pede por atenção, mas isto se tornaria um pouco contraditório pelo modo que eu tenho de amar, ou de gostar, que é puro e simplesmente saber que a pessoa existe e que ela tem influências positivas sobre mim. Todo e qualquer sentimento de desgraça é ligado à tristeza, possivelmente pelo fato de que depois de alguma tragédia a maioria das pessoas se ponham a chorar, ligando a lágrima ao fato de estarem triste, acho que essa característica é inversamente proporcional em minha pessoa, somente em casos muito fortes alguma lágrima se veja em forma de lastima, choro mais de rir (alegria), diferente da maioria, que se põe a chorar. Acho que tristeza traga alegria, sempre aprendo com a tristeza(é a melhor ajuda reflexiva que existe) e após essa reflexão consigo conquistar minha felicidade.


Por 0Infante |2:43:35 PM|Memórias Curtas:

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004

Sinta-se bem, pense nas pequenas coisas que te faz bem, parace tão pouco pra se fazer, mas não tem coisa melhor...Problemas grandes as vezes nem são resolvidos, pra que se preocupar? Nós contruimos nossa vida com blocos leves e quebradiços, e a vimos desmoronar...Construindo-a com blocos grandes e pesados o grande esforço não nós faz aproveita-la... Politica do bom e barato é solução, pequenas felicidades são boas, rir delas as tornam mais valorizadas, e no mercado inflacionaria em que estão, se tornam uma felicidade completa e duradoura. Não se deixe abater por problemas menores, isso faz com que eles fiquem mais caras que a felicidade, e mais valorizados, lei da oferta e procura. A felicidade é você quem produz ...Pense capitalista... PENSE EM VOCÊ...

Por 0Infante |2:06:02 PM|Memórias Curtas:

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004

FELICIDADE REALISTA
(Mário Quintana)

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Por 0Infante |12:04:32 PM|Memórias Curtas: